Palavra do Pároco

É MISSÃO DE TODOS NÓS...

Em outubro, explicitamente, a Igreja convoca todos os batizados a vivência da missionariedade. O mês das missões abraça toda a criatura, celebrando a Semana da Vida, os Trezentos anos da aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida, a força missionária de São Geraldo Majela, bem como a ternura do dia das crianças e a perseverança vocacional dos professores.

A Paróquia Santo Afonso, em cada mês de outubro, se vê convidada a revitalização, pois somos uma paróquia missionária. O nosso padroeiro, Santo Afonso, se sentiu tocado pela passagem de Lucas 4, 18s que fala justamente do envio para anunciar a Boa Nova. Hoje devemos, também, deixar o Espírito Santo de Cristo ressoar em nosso coração, para que nosso fervor se volte para o cuidado com os pobres e para a libertação do povo do jugo da manipulação política e religiosa.

Ao longo da história da humanidade, Deus sempre chamou o ser humano para caminhar com ele e para se comprometer na obra redentora. O nosso Deus se alegra quando as pessoas o procuram de coração sincero. Em nosso meio nos deparamos com muitos corações quebrantados pela dor, que vem pela doença ou pela violência. Assumir a missão de Jesus implica confortar as pessoas abatidas e suscitar nelas a esperança. A mesma esperança que alimentou Jesus em sua caminhada para o calvário; a mesma esperança que fortaleceu os discípulos em meio a perseguições e martírio.

Semear a esperança é missão de todos, por isso celebramos a Semana da Vida, com a convicção de que propagar o cuidado com a vida, desde a sua concepção até o seu ocaso, pode gerar maior responsabilidade do ser humano, para com o seu próximo e, também, para com a natureza ao seu redor. 

A festa de Nossa Senhora Aparecida traz lampejos de eternidade, para aqueles que tanto esperam. São Geraldo não esperou alguém chama-lo para ser missionário; ao contrário, ele se lançou atrás dos missionários redentoristas e com perseverança conquistou o seu ideal. Os nossos professores com ternura sapiencial se entregam ao magistério, na firme esperança de estarem contribuindo para com o progresso na sociedade. 

As crianças, porém, de nós tudo esperam. A esperança delas é que possamos lhes garantir o sustento para o momento presente, bem como o carinho e a docilidade que vem através da presença qualificada de quem sabe, através do olhar, transmitir segurança, colocar limites e se ajoelhar, para brincar com elas e também para ensiná-las a rezar.

 

Pe. Luís Carlos de Carvalho Silva CSsR