Dom Orani: “Sejamos sinais de esperança por tempos novos”

Dom Orani: “Sejamos sinais de esperança por tempos novos” / Arqrio

Na manhã de sexta-feira, 9 de junho, a Hora Santa do Clero, realizada no Santuário Nacional de Adoração Perpétua, a Igreja de Sant’Ana, no Centro, foi presidida pelo Cardeal Orani João Tempesta. Neste ano, em sintonia com o Ano da Família na Arquidiocese do Rio de Janeiro, a 91ª Semana Eucarística, em preparação a Solenidade de Corpus Christi, tem como tema: “Sois da família de Deus”.

“Estamos vivendo o Ano da Família em nossa Arquidiocese do Rio e somos convidados a recordar que, em seu infinito amor por nós, Deus desejou que participássemos da plenitude de sua vida. Em seu filho, Ele nos deu fazer parte dessa mesma família. Assim, nesse espírito vamos adorar o Senhor e interceder por todas as famílias de nossa arquidiocese e do mundo, invocando também nossa Mãe, Maria Santíssima, para que interceda por nós e conosco”, disse o celebrante.

Na acolhida, Dom Orani saudou bispos auxiliares, presbíteros, diáconos e todo o povo de Deus. De maneira especial, agradeceu o pároco, padre José Laudares, e a todos os religiosos sacaramentinos que levam adiante a obra de adoração permanente do Santíssimo Sacramento.

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No momento da reflexão, depois das leituras, Dom Orani recordou o contexto eclesial do Ano Mariano Nacional e Ano da Família na arquidiocese, enfatizando a preocupação da Igreja com as famílias. O arcebispo recordou que tanto a Igreja como a família têm sido constantemente atacada, sobretudo pelas ideologias, que vêm solapando os seus fundamentos, isto é, pai, mãe e filhos. Pontuou também a desunião das famílias decorrentes dessa desestruturação, de forma que as famílias sentem-se perdidas, sem saber que direção tomar, sobretudo para educar seus filhos.

Para Dom Orani, a família experimenta, de certa forma, o drama que o Evangelho do dia: "Eles não têm mais vinho". Exortou o clero a ser zeloso para com as famílias, para dar-lhes o devido acompanhamento  e direcionamento pastoral, como bem orientou o Papa Francisco na Exortação Apostólica Amoris Laetitia: “tenham proximidade com as famílias, indo-lhes ao encontro, fazendo-as descobrir a beleza de ser família, ajudando-as a superarem as situações difíceis que enfrentam para fortalecê-las cada vez mais”.

Dom Orani traçou ainda um paralelo entre a Igreja, na sua dimensão de povo sacerdotal, e a família, como célula da Igreja, de onde se origina o povo de Deus, formado pelos bispos sacerdotes, os fiéis leigos, estes, nas suas mais diversas funções na sociedade. Nesse sentido, o arcebispo exortou o clero, como presbitério da arquidiocese, sobre sua missão e responsabilidade de fazer da Igreja - enquanto povo sacerdotal  - a grande família de Deus, e, por outro lado, que dando toda atenção às famílias, eles possam ajudá-las a que, em nossa arquidiocese, elas se tornem cada vez mais igrejas domésticas.

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“Como presbitério de nossa arquidiocese, que forma essa família sacerdotal, experimentemos que nós formamos essa família de Deus, família de sacerdotes ministeriais e que, ao mesmo tempo, somos chamados a nos darmos as mãos e, juntos, nessa sociedade caótica em que vivemos, estarmos na procura de comunhão entre nós, de fraternidade sacerdotal, superando nossas divisões, nossas fragilidades, agradecendo a Deus pelo dom da vida, da vocação e do chamado que recebemos. Sejamos sinais de esperança por tempos novos, apontando caminhos novos, como consequência do encontro com o Senhor”.

“Que todos nós - concluiu o arcebispo - enquanto presbitério, família que constitui a face sacerdotal dessa nossa Igreja particular, trabalhemos para que as famílias sejam sempre mais igrejas domésticas, lares em torno da Eucaristia, tendo, portanto, como pedra angular e centro de suas vidas Jesus Cristo. Trabalhar com as famílias para que sejam igrejas domésticas e trabalhar com a Igreja, para que seja família de Deus”, disse.

 

FONTE: http://arqrio.org/noticias/detalhes/5834/dom-orani-sejamos-sinais-de-esperanca-por-tempos-novos